Com abertura em 28 de abril, a exposição Memórias da terra, primeira individual da artista indígena Navegante Tremembé na cidade de São Paulo, ocupa a Galeria Estação, em Pinheiros, e permanece em cartaz até 11 de julho, com curadoria de Lucas Dilacerda. Nome artístico de Maria de Fátima Andrade de Sousa, Navegante nasceu em 1960 na Aldeia Varjota, em Itarema, no litoral oeste do Ceará, e há quase 40 anos produz sua arte como guardiã dos saberes e fazeres de seu povo.
Segunda à Sexta-feira: 11h às 19h
Sábado: 11h às 15h
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Sábado: 11h às 15h
Com abertura em 28 de abril, a exposição Memórias da terra, primeira individual da artista indígena Navegante Tremembé na cidade de São Paulo, ocupa a Galeria Estação, em Pinheiros, e permanece em cartaz até 11 de julho, com curadoria de Lucas Dilacerda. Nome artístico de Maria de Fátima Andrade de Sousa, Navegante nasceu em 1960 na Aldeia Varjota, em Itarema, no litoral oeste do Ceará, e há quase 40 anos produz sua arte como guardiã dos saberes e fazeres de seu povo.
Ainda jovem, a artista aprendeu com sua vizinha Maria Rosa Tremembé a técnica do toá, um pigmento natural de uso ancestral dos indígenas Tremembé. Na contramão dos processos industriais de produção de tintas, o toá é uma areia colorida que Navegante coleta no solo de seu território originário, entre o mangue, o lagamar e o rio Aracati-Mirim. Esses pigmentos são formados por camadas geológicas formadas ao longo de bilhões de anos na Terra, nos períodos Paleozoico, Mesozoico, Cenozoico e Holoceno.
“Conhecer a Navegante me fez lembrar de que a criação de algo novo, diferente, pode estar em qualquer lugar”, afirma Vilma Eid, sócia-fundadora da Galeria Estação. “Com o advento das redes sociais e a disseminação do telefone celular todos – incluindo artistas autodidatas de lugares distantes e menos povoados – produzem, recebem e distribuem um volume imenso de informações, algo que diminui drasticamente a possibilidade de encontrar a pureza, a originalidade e a beleza espontânea. Ao conhecer a Navegante, minha fé foi renovada”, defende Vilma.
Reunindo cerca de 20 pinturas – que, em comum, têm o uso singular da técnica “toá em tela” – a exposição Memórias da terra, que contará com a presença da artista na abertura da mostra, também reflete o universo de Navegante a partir de títulos como Estrela imaginada, Pé de pau-ferro, Sabiás no pé de mofumbo, Bem-te-vis no mangue na beirada do rio e Pé de mangue do Lagamar, entre outros.
Com abertura em 28 de abril, a exposição Memórias da terra, primeira individual da artista indígena Navegante Tremembé na cidade de São Paulo, ocupa a Galeria Estação, em Pinheiros, e permanece em cartaz até 11 de julho, com curadoria de Lucas Dilacerda. Nome artístico de Maria de Fátima Andrade de Sousa, Navegante nasceu em 1960 na Aldeia Varjota, em Itarema, no litoral oeste do Ceará, e há quase 40 anos produz sua arte como guardiã dos saberes e fazeres de seu povo.
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