A Mitre Galeria inicia um novo período expositivo com a individual carcaça, de davi de jesus do nascimento. Com texto crítico de Ventura Profana, a mostra reúne objetos-esculturas, fotografias, aquarelas e desenhos, maioria inéditos, que investigam de forma sensível, as relações entre corpo, território e ancestralidade. A abertura acontece em 28 de março, próximo a semana da SP-Arte, momento em que o circuito de arte contemporânea se intensifica em São Paulo.
Segunda à Sexta-feira: 10h às 19h
Sábado: 10h às 16h
Segunda à Sexta-feira: 10h às 19h
Sábado: 10h às 16h
A Mitre Galeria inicia um novo período expositivo com a individual carcaça, de davi de jesus do nascimento. Com texto crítico de Ventura Profana, a mostra reúne objetos-esculturas, fotografias, aquarelas e desenhos, maioria inéditos, que investigam de forma sensível, as relações entre corpo, território e ancestralidade. A abertura acontece em 28 de março, próximo a semana da SP-Arte, momento em que o circuito de arte contemporânea se intensifica em São Paulo.
Nascido e criado às margens do Rio São Francisco, em Pirapora (MG), davi se define como um artista barranqueiro. Sua prática emerge da vivência direta com o rio, suas margens e ecossistemas, incorporando elementos da fauna, da flora e das comunidades ribeirinhas. Em suas obras, o corpo atua como instrumento de registro e transmissão, conectando experiências individuais a memórias coletivas e saberes que atravessam gerações.
Em carcaça, o artista aprofunda sua investigação sobre fecundação, cuidado e continuidade da vida. A exposição se estrutura a partir da ideia de partenogênese — reprodução que prescinde de parceiros — como chave simbólica para pensar autonomia e sobrevivência.
A curadoria de Ventura Profana enfatiza essa dimensão expandida da vida, aproximando o trabalho de davi de uma cosmologia em que o rio é origem, meio e continuidade. O movimento das águas orienta a experiência expositiva, conectando tempos distintos e evidenciando o corpo como território atravessado por forças vitais, memórias e transformações.
Mais do que um conjunto de obras, carcaça se apresenta como um campo simbólico onde a gestação, risco e permanência coexistem. As imagens evocam estados de metamorfose e resistência: corpos que carregam marcas, abrigam outras vidas e se reinventam diante de ameaças. Nesse sentido, também sugere estratégias de sobrevivência em resposta a contextos de violência, exaustão ambiental e apagamento de saberes.
Ao mesmo tempo, há no trabalho uma ética do cuidado. Aqui davi se coloca como “guardião”, alguém que cultiva, protege e semeia. Seus gestos se desdobram em formas que permanecem e se multiplicam, afirmando a continuidade da vida mesmo em cenários adversos.
Entre carrancas, corpos em metamorfose e referências ao universo simbólico do São Francisco, carcaça convida o público a uma experiência sensorial e reflexiva. A exposição propõe uma escuta atenta das águas e das histórias que elas carregam, revelando a força invisível que sustenta a vida e a urgência de preservar as memórias e os territórios que a tornam possível.
A Mitre Galeria inicia um novo período expositivo com a individual carcaça, de davi de jesus do nascimento. Com texto crítico de Ventura Profana, a mostra reúne objetos-esculturas, fotografias, aquarelas e desenhos, maioria inéditos, que investigam de forma sensível, as relações entre corpo, território e ancestralidade. A abertura acontece em 28 de março, próximo a semana da SP-Arte, momento em que o circuito de arte contemporânea se intensifica em São Paulo.
Segunda à Sexta-feira: 10h às 19h
Sábado: 10h às 16h