Em O Cordial, o Simpático e o Vândalo, Marcelo Cidade articula arquitetura, política e subjetividade para investigar as tensões entre espaço público e esfera privada, ou seja, entre aquilo que pertence à vida coletiva e aquilo que se organiza no âmbito íntimo e doméstico. A mostra também aborda as relações entre controle e resistência, evidenciando como dispositivos urbanos e arquitetônicos podem tanto regular comportamentos quanto ser apropriados como instrumentos de contestação. Por fim, o artista aproxima interioridade e violência estrutural, sugerindo que formas históricas de desigualdade e exclusão não operam apenas no campo social, mas atravessam a formação subjetiva e os modos de habitar o espaço.
Segunda à Sexta-feira: 10h às 19h
Sábado: 11h às 17h
Segunda à Sexta-feira: 10h às 19h
Sábado: 11h às 17h
Em O Cordial, o Simpático e o Vândalo, Marcelo Cidade articula arquitetura, política e subjetividade para investigar as tensões entre espaço público e esfera privada, ou seja, entre aquilo que pertence à vida coletiva e aquilo que se organiza no âmbito íntimo e doméstico. A mostra também aborda as relações entre controle e resistência, evidenciando como dispositivos urbanos e arquitetônicos podem tanto regular comportamentos quanto ser apropriados como instrumentos de contestação. Por fim, o artista aproxima interioridade e violência estrutural, sugerindo que formas históricas de desigualdade e exclusão não operam apenas no campo social, mas atravessam a formação subjetiva e os modos de habitar o espaço.
A exposição parte da instalação 8 de janeiro de 2023 (Engenhosidade de campo), uma estrutura monumental instalada na fachada da galeria, que funciona como marco simbólico e político da mostra, evocando acontecimentos recentes da história brasileira.
A partir desse gesto inaugural, o artista apresenta obras que mobilizam materiais urbanos, domésticos e dispositivos arquitetônicos como ferramentas críticas. Grades, guaritas, gavetas, carpete, garrafas plásticas, espátulas e outros elementos deslocados do cotidiano são reorganizados como signos que tensionam noções de ordem, progresso e racionalidade associadas à modernização brasileira.
O título da exposição remete às categorias formuladas por Sérgio Buarque de Holanda em Raízes do Brasil, retomadas por Cidade como chave para pensar a formação social brasileira. Entre o cordial e o simpático, o artista observa como a cidade e a arquitetura organizam relações, aproximam e separam corpos, definem limites e consolidam hierarquias no cotidiano. O vândalo introduz fricção nesse arranjo, expondo as tensões e instabilidades que o sustentam.
As esculturas, instalações e intervenções de Cidade se articulam como campo expandido de ação. As obras não apenas ocupam o espaço expositivo, mas o reconfiguram, instaurando situações que convidam o espectador a reconsiderar seu próprio posicionamento dentro das estruturas sociais e arquitetônicas que atravessam o cotidiano.
Em O Cordial, o Simpático e o Vândalo, Marcelo Cidade articula arquitetura, política e subjetividade para investigar as tensões entre espaço público e esfera privada, ou seja, entre aquilo que pertence à vida coletiva e aquilo que se organiza no âmbito íntimo e doméstico. A mostra também aborda as relações entre controle e resistência, evidenciando como dispositivos urbanos e arquitetônicos podem tanto regular comportamentos quanto ser apropriados como instrumentos de contestação. Por fim, o artista aproxima interioridade e violência estrutural, sugerindo que formas históricas de desigualdade e exclusão não operam apenas no campo social, mas atravessam a formação subjetiva e os modos de habitar o espaço.
Segunda à Sexta-feira: 10h às 19h
Sábado: 11h às 17h